Distúrbios se agravam na França e Governo promete ação.
Jovens descontrolados atiraram contra policiais e queimaram 1.400 carros. No incidente mais sério, jovens de um conjunto habitacional ao sul de Paris, fizeram uma emboscada com pedras, coquetéis molotov e armas de fogo contra os policiais. A onda de violência começou depois que dois adolescentes morreram eletrocutados quando, aparentemente, fugiam da polícia, na periferia da capital.
Já são onze noites de confrontos nos subúrbios pobres da França, apesar de o presidente Jacques Chirac ter prometido controlar a situação, cada vez mais grave. Nada parece conseguir conter a guerra civil que se alastra um pouco mais a cada dia para todo o país.
As autoridades francesas prometeram que a segurança será reforçada onde for necessário e disse que 2.300 oficiais já foram convocados para conter os distúrbios, o que só agrava a difícil situação.
Mais qual a origem dessa violência?
O racismo, o desemprego e a violência policial são fatores comuns nos subúrbios. Muitos jovens pobres se sentem presos aos subúrbios, construídos nas décadas de 1960 e 70 para receber multidões de trabalhadores estrangeiros. Os filhos e netos desses imigrantes, já nascidos na França, agora estão nas ruas cobrando a igualdade que o país prometia, mas que, segundo eles, nunca ofereceu.
Apôs 216 anos, parece que a França esqueceu os princípios da grande revolução, que inclusive, marcou a história: Igualdade, Fraternidade e Liberdade.
A Juventude não quer reforçar a violência, mas mostrar para o mundo, que tem o direito de ser livre, de não ter máscaras, e principalmente, de ser cidadã. Essa violência na França é um sinal de que alguma coisa, anda errada nessa frágil paz da Europa.
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