Número de infectados pelo HIV/Aids ainda é crescente
Apesar de alguns avanços, o mundo está perdendo a guerra contra a Aids e as regiões mais pobres do planeta são as mais afetadas. O estudo do Programa das Nações Unidas para o Combate à Aids (UNAIDS) disse que a epidemia pode estar, vagarosamente, diminuindo no mundo, mas as taxas de infecção ainda são crescentes. Em 25 anos, 25 milhões de pessoas morreram em decorrência do HIV/Aids e, atualmente, cerca de 38 milhões de pessoas vivem com o vírus, embora muitos nem saibam.
Só em 2005, 2,8 milhões de pessoas morreram vítimas do HIV/Aids e outras 4,1 milhões foram infectadas. Na América Latina, mais de 1,6 milhão de pessoas vivem com o HIV e novas infecções atingiram 140 mil pessoas, em 2005. Segundo o estudo da UNAIDS, 59 mil pessoas morreram na região em conseqüência da epidemia, no ano passado, e outras 294 mil, ou cerca de 73%, receberam tratamento anti-retroviral.
No Brasil, vivem mais de um terço (cerca de 620 mil) das pessoas infectadas com o HIV/Aids da América Latina e, embora haja um acesso generalizado ao tratamento e tenha diminuído as infecções relacionadas com práticas perigosas, como injeção de drogas no país, a UNAIDS alerta que aumenta o número de jovens com precoces relações sexuais. Na Argentina, cerca de 0,6% dos adultos tem o HIV, a principal causa das infecções são o consumo de drogas e as relações sexuais entre homens.
Apesar das relações sexuais entre homens constituírem um fator importante nas epidemias do HIV na Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador e Peru, os heterossexuais são o grupo em que há maior aumento de infectados. Na Colômbia, havia, em 2005, cerca de 160 mil pessoas com HIV, entre as profissionais do sexo, a taxa de infecção era de 1%. Honduras, com uma taxa nacional de pessoas com HIV de 1,5% (ou 63 mil pessoas) e onde a Aids é a principal causa de morte entre as mulheres, e Belize, estão entre os países com as maiores taxas proporcionais da América Latina. Segundo a UNAIDS, Belize está vivendo uma intensa epidemia, com 2,5% dos adultos do país vivendo com HIV.
Os destaques positivos da região são o México, com uma das menores taxas de infecção, 0,3%, e, principalmente, Cuba. A lha que se destaca mundialmente com o sucesso da medicina preventiva e possui um dos mais eficazes programas mundiais de prevenção da transmissão da doença de mãe para filho, e a menor taxa de incidência da doença do Caribe. Quênia, Zimbábue, Burkina Faso (áreas urbanas), Camboja e Tailândia também receberam lugar de destaque no informe por terem diminuído as taxas de pessoas vivendo com HIV. Já China, Indonésia e Vietnã aumentaram o número de infectados. A África do Sul, embora não tenha tido declínio em seus números, não é mais o país com a maior taxa de incidência do HIV, e sim a Índia. A região subsaariana continua sendo a mais atingida pelo HIV, com dois terços do total de pessoas que vivem com o vírus. Dois milhões de pessoas morreram de Aids na região, no ano passado.
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