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 Extraído do Livro ''O Caminho das Pedras - A Saga do Pessoal do Ceará''
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BELEZA
Gravadora: CBS
(Sony Music, Nº 138.164))
Lançamento: 1979 (LP/K7)
Relançamento: 1993 (LP/CD)

Noturno (Graco/Caio Silvio)
Frenesi (Fausto Nilo/Petrúcio Maia/Ferreirinha)
Asas (Raimundo Fagner/Abel Silva)
Beleza (Raimundo Fagner/Brandão)
Ave Coração (Clodo/Zeca Bahia)
Quer Dizer (Raimundo Fagner)
Mulher (Raimundo Fagner/Capinan)
Elizete (Raimundo Fagner)

     O sucesso da temporada de pré-lançamento do elepê "BELEZA", acontecido de 1 a 11 de novembro de 1979, com lotação esgotada todos os dias, no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, previa que o disco seria um dos mais vendidos na carreira de Raimundo Fagner. Gravado nos meses de agosto e setembro de 1979, em um estúdio de 24 canais (Estúdio Level, Rio de Janeiro) o "BELEZA" (CBS, No. 138.164), foi produzido pelo próprio Raimundo Fagner, responsável também pelos arranjos de base, direção artística e musical e por uma parte da mixagem. O disco, composto de apenas oito canções foi dedicado à sua irmã Elizete, morta em um acidente de automóvel em março de 1979. Na parte instrumental destaque para os arranjos de João Donato e a colaboração de Édson Maciel (trombone), Maurício Einhorn (harmônica), Nivaldo Ornellas (sax) e Dominguinhos (acordeon). Os músicos participantes: Manassés, Rubão Sabino, Zé Roberto, Robertinho de Recife, Paulinho Braga, Flanklin, Chico Batera, José Alves, Aizik Meillach, Alceu Reis, Nelson Macedo, Petrúcio Maia, Luiz Alves, Arlindo Penteado, Dino, Candinho, Ife, Rubinho e Nelson Macedo.
     
Seria difícil apontar um ano mais importante na carreira de Raimundo Fagner. Mas, se fosse necessário indicar um ano de fundamental importância para a sua vida seja no campo pessoal ou profissional, 1979 seria muito bem avaliado. Depois desse ano, Raimundo Fagner Cândido Lopes não seria o mesmo.
     A produção cultural dos anos setenta foi superior à década passada. Na chamada Música Popular Brasileira quem vendia bem e tinha competência conseguiu estabelecer-se no mercado do disco. Em 1979 as rádios já dedicavam um maior espaço ao nomes do canto nacional.
     Nos anos setenta o amadorismo foi substituído por know-how. O pluralismo das artes sucedeu a rebeldia singular dos anos sessenta. E muitos intérpretes que vimos surgir conseguiram manter suas carreiras com coerência. Não for diferente com Raimundo Fagner Cândido Lopes.
     
Grande nome do ano de 1979, Raimundo Fagner iniciava os anos oitenta em evidência. Suas músicas estavam na boca do povo. A música Noturno, virou tema de abertura da novela  "Coração Alado", da Rede Globo. Conta a jornalista Hildegard Angel, em sua coluna "Por Dentro da Tv", que foi "uma reviravolta significativa no esquema da novela global das 8: o título 'Vernissage', que já era considerado definitivo, foi mudado, numa reunião de Janete Clair com Boni, para 'Coração Alado'. A música de Fagner que faz referência ao tal coração será usada como tema. Boni chegou a tocar a música para a autora ouvir e achou-a lindíssima." Era a sua terceira participação em trilha de novela. A primeira foi ainda em 1975, na novela "Ovelha Negra", de Walter Negrão, exibida pela Rede Tupi de Televisão, com Beco dos Baleiros, de Petrúcio Maia e Brandão. E, depois, no início de 1979, com a música Revelação, da dupla Clodo e Clésio, incluída na novela "Cara a Cara'', da TV Bandeirantes.

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Em tempo:
Embora aclamado o grande vencedor do Festival da Tupi (com a música Quem Me Levará Sou Eu), o maior acontecimento daquele dezembro de 1979, para Raimundo Fagner foi ser escolhido ''Cantor do Ano'' no Prêmio Playboy de MPB. Raimundo Fagner obteve a indicação e o reconhecimento da crítica especializada e dos leitores da revista "Playboy". O segundo lugar ficou com Roberto Carlos.

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