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 Extraído do Livro ''O Caminho das Pedras - A Saga do Pessoal do Ceará''
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                                       Festival da Tupi, 1979

          No dia 8 de dezembro de 1979, Raimundo Fagner se preparou psicologicamente para mais uma final em um festival de música popular. Em sua última tentativa não obteve sucesso. Desclassificado com Quatro Graus, no ''Festival Internacional da Canção'' de 1972, não voltou a concorrer no ''Festival Abertura'', em 1975 (o primeiro lugar foi para Carlinhos Vergueiro com a música Como Um Ladrão).
          O reencontro benéfico com o público veio primeiro com a classificação e depois com a vitória no ''Festival 79 - É Hora de Cantar'' - da Rede Tupi de Televisão. Quem Me Levará Sou Eu, música de Dominguinhos e Manduka, recebeu o prêmio de 1 milhão de cruzeiros, até então, o maior valor pago em festivais de música. O segundo lugar ficou com Canalha, de Walter Franco, interpretada pelo autor; e o terceiro para Oswaldo Montenegro com Bandolins. O prêmio de melhor arranjo foi para Arrigo Barnabé e o de melhor intérprete para Neusa Pinheiro (pela música Sabor de Veneno). O prêmio de melhor letra ficou com Tô Querendo, Tá, de Bubuska Valença. Foram distribuídas ainda duas menções honrosas: Maria Fumaça, dos gaúchos Kleiton e Kledir Ramil e Tempo de Colheita, dos goianos Genésio Sampaio e Juraíldes da Cruz.
          Ainda participaram do ''Festival 79 - É Hora de Cantar'', Jorge Ben Jor com Dona Culpa Ficou Solteira, Tira os Óculos e Recolhe o Homem, de Jards Macalé e Moreira da Silva, Chama, de Hilton Acioly e Joe, Facho de Fogo, de Vidal Santos e João Ba, Coração Bobo, de Alceu Valença, com o autor e Jackson do Pandeiro, Mata, de Marlui Miranda, Antowort, de Biafra e Wanderley, defendida por Paulinho Boca de Cantor, América, de Cláudio Lucci, defendida por Elba Ramalho, Cantiga de Zé Pedro, de Kátia de França, entre outros.

          A vitória de Raimundo Fagner no Festival da Tupi rendeu uma nova tiragem do elepê ''QUEM VIVER CHORARÁ'' (CBS, 1979, No. 230.034). No relançamento há a ausência de Motivo (Fagner/Cecília Meireles) e a inclusão de Quem Me Levará Sou Eu (Manduka/Dominguinhos).

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