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 Extraído do Livro ''O Caminho das Pedras - A Saga do Pessoal do Ceará''
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TERRAL
Gravadora:
BMG (Nº 7432150061-2)
Lançamento: 1997 (CD)

 

Volta, Morena (João Lyra/Paulo César Pinheiro)
O Vendedor de Biscoitos
(Gordurinha/Nelinho)
Os Sertões
(Edeor de Paula)
Quero Voltar Pra Bahia
(Paulo Diniz/Odibar)
Rela Bucho
(Genésio Tocantins)
Forró do Tio Augusto
(Luiz Vieira)
Mambo da Cantareira
(Barbosa da Silva/Eloide Warthon)
Amor Pra Dar (Cecéu/Lindolfo Barbosa)
Espumas Ao Vento
(Accioly Neto)
Terral (Ednardo)
Forró do Chiq-tak (Pinto do Acordeon/Aracílio Araújo)

 

        Em julho de 1997, Raimundo Fagner lançou ''TERRAL'' (BMG, Nº 7432150061-2) o seu 21º disco solo. Lançado inicialmente no Ceará, o disco relembra o nome da canção mais famosa de Ednardo gravada por ele em 1973.
        Produzido pelo próprio Fagner e seus amigos Alfredo Moura, Robertinho de Recife e Rildo Hora, o repertório do disco é variado e, embora parecido, é bem diferente dos anteriores. A baladinha Espumas Ao Vento, a primeira música de trabalho, estourou em todas as rádios do País e puxou o disco.
        Gravado no AR Studios, Studio Lagoa, Estúdio Mega, com direção artística de Jorge Davidson, o disco tem onze faixas: Volta, Morena (João Lyra/Paulo César Pinheiro), O Vendedor de Biscoitos (Gordurinha/Nelinho), Os Sertões (Edeor de Paula), Quero Voltar Pra Bahia(Paulo Diniz/Odibar), Rela Bucho (Genésio Tocantins), Forró do Tio Augusto (Luiz Vieira), Mambo da Cantareira (Barbosa da Silva/Eloide Warthon), Amor Pra Dar (Cecéu/Lindolfo Barbosa), Espumas Ao Vento (Accioly Neto), Terral (Ednardo) e Forró do Chiq-tak (Pinto do Acordeon/Aracílio Araújo) e com a participação de Elba Ramalho.
        Para Fagner ''Terral é um vento que passou pelo Ceará, na década de 70, trazido pelo Ednardo. Ele tem todo um significado especial. A música dele abre o disco. Mas é um novo vento, diferente. O disco traz a lição de Gonzaga, fala em Luiz Vieira, Antônio Barros, Gordurinha, um dos pioneiros da música nordestina, Jackson do Pandeiro. A qualidade do trabalho de Gonzagão encobriu outros valores, que estavam escondidos. Meu disco se propõe a fazer
um resgate dos ritmos, com uma produção mais esmerada.
        Eu provoco desafios que ninguém provocou até hoje. Posso cantar o Nordeste, balada, brega junto do povão, tudo isso é motivo de crítica. E vejo isso como um tremendo provincianismo e um desrespeito às nossas qualidades e ao nosso talento. Sempre que chega um abestado de fora, falam ‘‘esse cara é um multi-mídia, faz tudo, assopra, chupa cana’’. Eles acham o máximo. Agora eu cantar o Nordeste , balada, estourar no Rio Grande do Sul a Manaus é motivo de crítica. Acham que eu não tenho identidade. Nunca padeci ao sabor da crítica que diz que eu virei brega, que eu não sou MPB. Acho que a mídia rotula muito. E quando não tem o que rotular eles ficam perdidos. Tenho consciência de que busquei, através da minha arte conhecer o meu Brasil. Em qualquer aldeia que eu chegue neste País sou reconhecido. E isso me interessa muito mais do que ser reconhecido na Europa, nos Estados Unidos, em qualquer lugar. Eu amo o meu País. Prefiro chegar na minha cidade e estar tocando numa rádio do que alguém encher páginas de críticas, dizer que sou o máximo e usar termos que eu nem entendo muitas vezes. Sinto que sou uma coisa bem isolada de música brasileira, nesse contexto da tradição, de ser fiel a um determinado seguimento, a uma certa linha. Acho que existe um preconceito enorme no Brasil para quem tem um talento múltiplo.''

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.  A música Terral foi gravada originalmente no disco ''MEU CORPO, MINHA EMBALAGEM, TODO GASTO NA VIAGEM'' do chamado Pessoal do Ceará (Ednardo, Rodger Rogério e Teti) - lançado pela gravadora Continental em 73. Em 1994, houve o lançamento do disco em versão CD (Warner Music/Continental, N
º 178911-2) com o título de ''INGAZEIRAS'', também de autoria de Ednardo.

discografia