Para compensar as emissões, a Fundação Grupo Boticário adotou um hectare de área nativa na Mata Atlântica

Fachada do Centro de Convenções de Natal (RN), local onde foi realizado o evento
Crédito: Alberto Leandro
A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza definiu como compensará as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) geradas no VII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC) e no III Simpósio Internacional de Conservação da Natureza – eventos realizados em Natal (RN), em setembro de 2012.
Segundo levantamento realizado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), a emissão total registrada no evento foi de 344,01 tCO²e (toneladas de dióxido de carbono equivalente) – unidade de medida que compara os vários tipos de GEEs baseados no potencial de aquecimento global. Esse valor corresponde a 95,75 tC (toneladas de carbono) provenientes dos eventos que foram emitidas para a atmosfera.
Para proceder à compensação e mitigação dos efeitos dos GEEs emitidos no VII CBUC, a Fundação Grupo Boticário adotou um hectare de Mata Atlântica, localizado na Reserva Natural Morro da Mina, em Antonina (PR), que estoca 152,9 tC/ha. A adoção integra o Programa Desmatamento Evitado da SPVS, que tem como objetivo canalizar esforços e recursos de empresas em ações representativas em prol da conservação de ambientes naturais.
“A Fundação Grupo Boticário optou por uma alternativa que, além de compensar a emissão de gases do efeito estufa, resultasse em efetiva contribuição para a conservação da natureza brasileira”, diz a diretora executiva da instituição, Malu Nunes. Ela explica que a adoção de áreas naturais é amplamente eficaz para a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas, pois mantém o carbono estocado na biomassa vegetal e ainda contribui para a conservação da vegetação, fauna e ecossistemas naturais.
O cálculo e as emissões no VII CBUC
Para o cálculo das emissões do VII CBUC, foram consideradas todas as atividades necessárias a sua organização e realização, tais como os deslocamentos (equipe de organização, palestrantes, empresas contratadas e participantes), transporte de materiais de divulgação, energia elétrica consumida no local do evento, consumo de gás para ar condicionado e climatizadores, além dos resíduos sólidos gerados.
De acordo com a análise dos dados, a atividade que mais contribuiu para as emissões foi o deslocamento aéreo, com 290,1 tCO2e, o que corresponde a 84% do total emitido pelos eventos.
CBUC
O CBUC é um dos principais eventos internacionais que aborda as questões referentes às áreas protegidas e é promovido pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. A sétima edição foi realizada de 23 a 27 de setembro de 2012, em Natal (RN), concomitante ao III Simpósio Internacional de Conservação da Natureza, e teve como tema “Áreas protegidas: um oceano de riquezas e biodiversidade”.
Os eventos contaram com a participação de mais de 1.000 congressistas de 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, e de sete países. Foram mais de 50 conferências, simpósios e palestras, além de outras reuniões e eventos paralelos ao programa oficial. Na ocasião também foram apresentados 119 trabalhos técnicos, abordando assuntos relacionados às áreas protegidas e à conservação da natureza.
Os documentos utilizados nas apresentações estão separados por dia e por tema. As apresentações não disponíveis não foram liberadas por seu autores.
1º dia (segunda-feira, 24/09)
Painel: "Integrando o desenvolvimento econômico e social com a conservação da natureza"
Títulos/palestrantes
A importância da conservação da natureza para as economias globais – Carlos Eduardo Young [baixe aqui]
Benefícios sociais da Conservação da Natureza – Munira Anyonge Bashir [baixe aqui]
Crescimento econômico e sustentabilidade – Alberto Yanosky [baixe aqui]
Conferência: "Benefícios econômicos das áreas protegidas marinhas"
Apresentada pelo conferencista Stephen Mangi [indisponível]
S1: Áreas Naturais Protegidas: Gestão para Resultados
Manejo Adaptativo e sua aplicação no mundo
a) Conceitos básicos do manejo adaptativo e sua aplicação no mundo. Padrões abertos para a prática da conservação
b) Miradi: ferramenta para a aplicação do manejo adaptativo em projetos de conservação
c) Estudo de caso: aplicação do Miradi
Palestrantes: Lou Ann Dietz [baixe aqui] e Guillermo Placci [baixe aqui]
S2: Proteção da Biodiversidade Marinha
Evidência da perda da biodiversidade marinha
a) Panorama da conservação dos ecossistemas costeiros e marinhos no Brasil – Ana Paula Leite Prates [baixe aqui]
b) Resultados do Programa de Monitoramento dos Recifes de Coral Brasileiros – Beatrice Padovani [indisponível]
c) O colapso pesqueiro no Brasil – Leandra Gonçalves [baixe aqui]
S3: Negócios e Áreas Protegidas
Fortalecimento de iniciativas públicas e privadas em áreas protegidas
a) Certificação LIFE – Clóvis Borges [baixe aqui]
b) Avaliação empresarial dos serviços ecossistêmicos (ESR) – Francisco Almendra [baixe aqui]
c) Cadeias produtivas em unidades de conservação de uso sustentável: a experiência da implementação da estratégia nas Resex Cazumbá-Iracema e Chico Mendes, Flonas Macuã e São Francisco no Acre – Mauro Armelin [baixe aqui]
S4: Planejamento na Escala de Paisagens e Unidades de Conservação
Planejamento na escala de paisagens
a) Planejando a conservação no século XXI: mudanças climáticas, genética e serviços ecossistêmicos – Rafael Loyola [baixe aqui]
b) Planejamento Sistemático da Conservação (PSC): subsídios à tomada de decisão para a conservação da Amazônia – Juan Carlos Riveros Salcedo [baixe aqui]
c) Utilização do Zoneamento Ecológico-Econômico como instrumento de planejamento da conservação – Arnaldo Carneiro Filho [baixe aqui]
2º dia (terça-feira, 25/09)
Painel: "A relação das mudanças climáticas globais, perda de biodiversidade e as recentes catástrofes ambientais"
Títulos/palestrantes
Aquecimento global e suas conseqüências sobre a biodiversidade marinha – Paulo Antunes Horta Junior [indisponível]
Recentes tragédias ambientais e suas relações com a redução da biodiversidade e áreas protegidas – Reinaldo Francisco Ferreira Lourival [baixe aqui]
Possíveis impactos com a exploração de petróleo no Pré-sal Brasileiro e águas profundas e recentes incidentes internacionais – John Amos [baixe aqui]
Conferência: "Riscos à biodiversidade pela exploração de petróleo em águas profundas e no pré-sal brasileiro"
Apresentada pelo conferencista Fabio Moretzsohn [baixe aqui]
Simpósios
S1: Áreas Naturais Protegidas: Gestão para Resultados
Avaliação da efetividade de unidades de conservação
a) Efetividade de gestão e análise comparativa das aplicações do Método Rappam nas unidades de conservação federais – Marcelo Kinouchi [baixe aqui]
b) Sistema de indicadores socioambientais para unidades de conservação da Amazônia Brasileira (SISUC) – Carlos Eduardo Marinelli [indisponível]
c) Programa de monitoramento da biodiversidade e do uso dos recursos naturais no Estado do Amazonas – Sinomar Ferreira da Fonseca Júnior [baixe aqui]
S2: Proteção da Biodiversidade Marinha
Tratados internacionais que regulam as áreas marinhas
a) Legislação sobre alto-mar – Daniela Diz [baixe aqui]
b) Subsídios científicos para o conhecimento das áreas marinhas – Jose Angel Alvarez Perez [baixe aqui]
c) Tratados internacionais com interface nos oceanos – Ana Paula Leite Prates [baixe aqui]
S3: Negócios e Áreas Protegidas
Benefícios econômicos da biodiversidade e mecanismos financeiros para conservação
a) A economia dos ecossistemas e da biodiversidade (TEEB): experiências internacionais na valoração de áreas protegidas – Helena Pavese [baixe aqui]
b) Contribuição das unidades de conservação para a economia nacional – Rodrigo Medeiros [baixe aqui]
c) Pagamentos por serviços ambientais: Projeto Oásis – André Ferretti [baixe aqui]
S4: Planejamento na Escala de Paisagens e Unidades de Conservação
Planejamento de territórios
a) Definindo prioridades para conexões: as experiências dos corredores ecológicos da Mata Atlântica – Trajano Augustus Tavares Quinhões [baixe aqui]
b) Mosaico da Amazônia meridional: planejamento e gestão inicial – Ana Rafela D’Amico [baixe aqui]
c) Planejamento em escala de paisagens: experiência da Argentina – Patricia Gandini [indisponível]
3º dia (quarta-feira, 26/09)
Painel: "Modelos e mecanismos de gestão de áreas protegidas"
Títulos/palestrantes
Modelo de gestão de áreas protegidas do Peru – Robert Williams [baixe aqui]
O modelo de gestão brasileiro e os desafios a serem superados – Roberto Ricardo Vizentin [indisponível]
Modelos internacionais de gestão de Áreas Protegidas – James Barborak [baixe aqui]
Conferência: O contexto mundial e as metas de conservação do Brasil [indisponível]
Simpósios
S1: Áreas Naturais Protegidas: Gestão para Resultados
Sistemas de informação para gestão do Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC
a) Gestão de sistema de unidades de conservação: plataforma Tocantins – Henrique Santos [baixe aqui]
b) Cadastro Nacional de Unidades de Conservação: desafios e oportunidades – Roberto Suarez [baixe aqui]
c) Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBio) – Rodrigo Jorge [baixe aqui]
S2: Proteção da Biodiversidade Marinha
O papel das unidades de conservação marinhas na efetiva proteção da biodiversidade
a) Conservação marinha e costeira na América do Sul: potencial econômico das áreas prioritárias – Mauro Maida [baixe aqui]
b) Aplicações de critérios ecológicos para selecionar áreas marinhas: o caso do Banco de Abrolhos – Guilherme Dutra [baixe aqui]
c) Gestão integrada costeira: o caso das áreas de proteção ambiental marinhas no litoral paulista – Lucila Pinsard Vianna [indisponível]
S3: Negócios e Áreas Protegidas
Concessões de serviços em unidades de conservação à iniciativa privada
a) Delegação de serviços de apoio à iniciativa privada em unidades de conservação federais – Ernesto Viveiros Castro [indisponível]
b) Melhores práticas globais e tendências em concessões para o uso público em unidades de conservação – James Barborak [baixe aqui]
c) As barreiras para a implantação de concessões florestais na América do Sul: os casos de Bolívia e Brasil – Isabel Garcia Drigo [baixe aqui]
S4: Planejamento na Escala de Paisagens e Unidades de Conservação
Novos modelos de planejamento de unidades de conservação no Brasil
a) Comunidade de ensino e aprendizagem em plano de manejo de unidades de conservação: resultado de parcerias – Jane Vasconcellos [baixe aqui]
b) Planos de Manejo Integrados: a experiência das unidades do interflúvio Madeira-Purus – Lilian Hangae [indisponível]
c) Geodiversidade e geoconservação no planejamento de unidades de conservação – Marcos Antonio Leite do Nascimento [baixe aqui]
4º dia (quinta-feira, 27/09)
Painel: "Estratégias de consolidação dos sistemas de áreas protegidas"
Títulos/palestrantes
Desafios para atingir as metas e o status do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) – Ana Paula Leite Prates [baixe aqui]
Contribuição do terceiro setor na consolidação das Unidades de Conservação – Mauro Armelin [baixe aqui]
Contribuição do Ministério Público na consolidação das Unidades de Conservação – Mario José Gisi [baixe aqui]
O acesso ao download é liberado após o preenchimento de uma pesquisa de avaliação do evento

O VII CBUC levou mais de mil pessoas para Natal (RN), entre 23 e 27 de setembro
Crédito: Alberto Leandro
O certificado digital de participação no VII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (VII CBUC) já está disponível para download nesta página. Para ter acesso ao documento, o congressista terá que responder uma breve pesquisa de avaliação do evento. A organização do congresso disponibiliza certificados para três categorias: palestrante, apresentador de trabalho técnico e congressista.
Caso tenha dificuldades para acesso ao seu certificado, entre em contato com a equipe da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, organizadora do VII CBUC, pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
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Total de 22 moções encaminhadas e 16 moções aprovadas pelo VII CBUC.
1 - Aprovada na plenária inicial (24/set)
Os participantes do VII CBUC resolvem: Manifestar-se contra as alterações na MP 571/12 tanto no tocante à sua forma, quanto ao seu conteúdo; e exigir a reabertura dos diálogos com a sociedade e a ciência, e a garantia dos direitos constitucionais das presentes e futuras gerações.
Encaminhamento para: Senado Federal
2 -Aprovada por unanimidade.
Considerando que a sobrevivência do Mico-Leão-Dourado em natureza depende da conexão das populações pequenas e fragmentadas; que a BR101 é um dos fatores que mais contribui para esta fragmentação e que sua duplicação deve representar um obstáculo maior ainda para a conectividade desses fragmentos; que a ameaça principal à espécie é o isolamento das populações da ReBio de Poço das Antas e da ReBio União das demais populações da espécie
Os participantes do VII CBUC resolvem: Que o licenciamento relativo à duplicação da rodovia BR-101/RJ, no trecho entre os quilômetros 174 e 261,2 sob concessão da Autopista Fluminense S.A., contemple a implementação de passarelas que levem em conta a ecologia e comportamento da espécie ameaçada e endêmica mico-leão dourado, de acordo com os estudos feitos com a espécie durante 30 anos.
Encaminhamento para: Presidente do IBAMA; Presidente do ICMBio
3 - Aprovada pela maioria, 02 votos contra.
Considerando que o Governo Federal anunciou a construção de dezenas novas hidrelétricas na Amazônia nos próximos anos; que as usinas anunciadas afetam diversas Ucs e terras indígenas; que as hidrelétricas geram afogamento irreversível de milhões de hectares, muitos deles cobertos por florestas intocadas, afetando a dinâmica de ocupação do solo na sua região, atuando como vetor de mais desmatamentos.
Os participantes do VII CBUC resolvem: Manifestar-se contra a construção das hidrelétricas planejadas na Amazônia
Encaminhamento para: Ministério do Meio Ambiente; Ministério das Minas e Energia e Casa Civil da Presidência da República.
4 - Aprovada por unanimidade.
Os participantes do VII CBUC resolvem: Que os permissionamentos da pesca de arrasto estejam condicionados a áreas previamente designadas, poupando áreas consideradas prioritárias para a conservação da biodiversidade brasileira, por meio do estabelecimento de UCs marinhas ou áreas de exclusão de pesca, monitoradas por sistema de georreferenciamento. Ainda que a decisão adotada pela CDB em sua décima reunião indique que, até 2020, 10% de áreas marinhas e costeiras devam ser conservados por meio de áreas protegidas, hoje, apenas cerca de 1% destas áreas encontram-se protegidos no Brasil.
Encaminhamento para: Presidência da República; Casa Civil; Ministério do Meio Ambiente; Secretaria Nacional de Biodiversidade e Florestas; Presidente do ICMBio; Ministério da Pesca e Aquicultura e Presidente do IBAMA.
5 - Aprovada por unanimidade.
Considerando que, atualmente, os permissionamentos para a pesca de arrasto são definidos com base na capacidade de suporte dos estoques das espécies-alvo (ex: camarão sete barbas), desconsiderando a dinâmica populacional e a importância ecológica da fauna acompanhante desta modalidade de pesca
Os participantes do VII CBUC resolvem: Que a abordagem ecossistêmica seja adotada na proposição de medidas de gestão relativas à pesca de arrasto, levando-se em consideração os graus de ameaça da fauna acompanhante.
Encaminhamento para: Presidência da República; Casa Civil; Ministério do Meio Ambiente; Secretaria Nacional de Biodiversidade e Florestas; Presidente do ICMBio; Ministério da Pesca e Aquicultura e Presidente do IBAMA.
6 - Aprovada por unanimidade.
Os participantes do VII CBUC resolvem: Requerer aos órgãos governamentais a criação e implementação de Unidades de Conservação Costeiras e Marinhas (19 listadas e em estágio avançado de criação), objeto do Manifesto de várias instituições que atuam nestes ambientes da Costa Brasileira, contribuindo para conservação e uso sustentável dos oceanos e ambientes costeiros, manter e restaurar a produtividade biológica, especialmente dos estoques pesqueiros, manter a capacidade de seus ecossistemas de proverem os recursos naturais e serviços ambientais, e cumprir Metas de Aichi/CDB 2020 assumidas pelo governo brasileiro.
Encaminhamento para: Presidência da República; Casa Civil; Ministério do Meio Ambiente; Secretaria Nacional de Biodiversidade e Florestas e Presidente do ICMBio.
7 - Aprovada por unanimidade.
Considerando que as nascentes dos principais rios (Sepotuba, Cuiabá e Paraguai) vem sofrendo com a degradação ambiental severa, decorrente de desmatamentos para a implementação das monoculturas, erosões, uso indiscriminado de fertilizantes, pesticidas e com a instalação prevista de 68 PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) ao longo do rio Paraguai
Os participantes do VII CBUC resolvem: Solicitar a proteção das nascentes do Rio Paraguai e seus ecossistemas associados.
Encaminhamento para: MPF; SEMA –MT; ICMBio; IBAMA
8 - Aprovada por unanimidade.
Considerando que a caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro e que possui grande número de espécies endêmicas; que provê produtos e serviços ecossistêmicos à população local; que o MMA reconheceu que 45,4% da área original da caatinga já foi suprimida e que apenas 1% está protegida por UC de proteção integral e apenas 6,4% por UC de uso sustentável
Os participantes do VII CBUC resolvem: Solicitar ações governamentais para criação e implementação de Unidades de Conservação Integral e de Desenvolvimento Sustentável no bioma Caatinga.
Encaminhamento para: Presidenta Dilma Rousseff
9 - Aprovada por unanimidade.
Considerando a necessidade de fortalecimento do SNUC; o déficit de corpo técnico das UCs de todo o Brasil; e que as UCs só serão efetivamente implementadas se houver equipe em quantidade adequada
Os participantes do VII CBUC resolvem: Solicitar aos governos federal e estaduais a realização urgente de concurso público para suprir o corpo técnico das UCs brasileiras.
Encaminhamento para: Presidência da República; Ministério do Meio Ambiente; Governos de Estado e OEMAs
10 - Aprovada por unanimidade.
Considerando que o PE Dunas de Natal Jornalista Maria Alves apresenta alta biodiversidade, espécies ameaçadas de extinção, presta serviços ambientais fundamentais a qualidade de vida da população local, contribui com a recarga do lençol freático e purifica o ar; e que contribui para consolidação do turismo na cidade
Os participantes do VII CBUC resolvem: Manifestar-se contra o projeto de Reestruturação da Av. Eng. Roberto Freire, em Natal RN, com o sacrifício de Parque das Dunas de Natal.
Encaminhamento para: UNESCO; Secretaria de Controle Interno da Presidência da República; Ministério das Cidades; Ministério do Meio Ambiente; ICMBio; COBRAMAB; CONAMA; CN-RBMA; Ministério Público Federal; Governo do Estado de Rio Grande do Norte; Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Norte; Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte; Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte; Prefeitura Municipal de Natal/RN; Câmara Municipal de Natal; CONEMA; Comitê Estadual de Reserva da Biosfera da Mata Atlântica do RN; CONCIDADE; CONPLAM – Natal/RN; CMTTU Natal-RN; COMSAB- Natal-RN.
11 - Aprovada por unanimidade.
Considerando que as atividades de extração de areia que são realizadas no leito do Rio São João (Guaratuba, Paraná) estão causando grande impacto (e.g. perda de habitat) e, em inúmeras vezes, são conduzidas fora dos locais autorizados
Os participantes do VII CBUC resolvem: Solicitar o apoio do Ministério Público do Estado do Paraná para revisar todas as licenças de operação para extração de areia na porção de baixa altitude da Área de Proteção Ambiental de Guaratuba, bem como solicitar a revisão do Zoneamento do Plano de Manejo da APA, no que tange a questão minerária e intensificar a fiscalização.
Encaminhamento para: Ministério Público do Estado do Paraná; Instituto Ambiental do Paraná; Conselho Gestor da APA de Guaratuba e IBAMA
12 - Aprovada por unanimidade.
Considerando que em Curitiba ainda encontramos remanescentes de matas com araucárias em estado razoável de conservação, sendo que cerca de 18% da superfície do Município são recobertos por vegetação de porte arbóreo; que deste total, a maior parte esta concentrada nas propriedades particulares; e que, com a grande expansão imobiliária em Curitiba, as áreas naturais da cidade estão sendo ameaçadas.
Os participantes do VII CBUC resolvem: Solicitar a preservação dos remanescentes de Floresta de Araucária da cidade de Curitiba e região metropolitana, pertencente ao bioma Mata Atlântica.
Encaminhamento para: Prefeitura Municipal de Curitiba, Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba, COMEC, Governo de Estado do Paraná
13 - Aprovada por unanimidade.
Considerando que o litoral leste do Ceará abrange importantes berçários da vida marinha – como estuários com manguezais, bancos de algas e fanerógamas, e áreas de reprodução e alimentação de espécies ameaçadas como o peixe-boi marinho, tartarugas e aves migratórias; que a região contribui para a conservação da biodiversidade e de importantes serviços ambientais, para o ordenamento e recuperação da pesca e melhoria da qualidade de vida das comunidades costeiras
Os participantes do VII CBUC resolvem: Solicitar a priorização dos órgãos ambientais federais na criação da APA Litoral Leste do Ceará (processo em tramite no ICMBio desde 2009)
Encaminhamento para: ICMBio
14 - Aprovada pela maioria, 1 voto contra.
Considerando que as UCS exercem um papel fundamental na proteção da Biodiversidade, principalmente as de proteção integral
Os participantes do VII CBUC resolvem: Manifestar-se contra a implementação de empreendimentos impactantes em Unidades de Conservação.
Encaminhamento para: Órgão Gestores Ambientais Estaduais
15 - Aprovada por unanimidade.
Considerando que as RPPNs representam metade das unidades de conservação do sistema nacional
Os participantes do VII CBUC resolvem: Solicitar que o FNMA promova editais e chamadas de propostas que contemplem o apoio a RPPN, apoiando também propostas submetidas por demanda espontânea, cumprindo, deste modo, seu papel de financiador das ações de proteção ambiental no país.
Encaminhamento para: Fundo Nacional do Meio Ambiente (diretoria e conselheiros) e ao Ministério do Meio Ambiente.
16 - Aprovada por unanimidade.
Considerando que o projeto Parque da Copa tem como objetivo compartilhar com o mundo a biodiversidade brasileira; que Natal possui duas Ucs em seu território e ambas apresentam alta biodiversidade, com ocorrência de espécies endêmicas e ameaçadas em extinção; que a única cidade não contemplada no projeto foi Natal
Os participantes do VII CBUC resolvem: Solicitar a inclusão de Unidades de Conservação do Rio Grande do Norte no projeto Parques da Copa do Ministério do Meio Ambiente.
Encaminhamento para: Ministério do Meio Ambiente e ICMBio
Durante cinco dias, mais de 1.000 congressistas de 26 estados brasileiros e do Distrito Federal e de sete países participaram da programação do VII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação.

Temas abordados no VII CBUC foram considerados positivos para a implementação de estratégias de conservação das áreas protegidas marinhas
Crédito: Augusto Ratis
Ampliar a criação das unidades de conservação no país, planejá-las de forma sistemática e buscar a aproximação com o setor econômico. Essas são as necessidades para fortalecer a proteção dos remanescentes naturais, de acordo com a análise da presidente do VII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), Malu Nunes, ao encerrar o evento na manhã desta quinta-feira (27), no Centro de Convenções de Natal, no Rio Grande do Norte.
Realizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, o VII CBUC contou com a participação de mais de 1.000 congressistas de 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, e de sete países. Foram mais de 50 conferências, simpósios e palestras, sete lançamentos de livros, 17 reuniões técnicas, além de outras reuniões e eventos paralelos ao programa oficial. O evento apresentou também 119 trabalhos técnicos que abordaram diversos assuntos relacionados às áreas protegidas e à conservação da natureza.
“Ao longo das palestras, dos simpósios e dos debates percebemos que as discussões sobre a manutenção das unidades de conservação tiveram seu foco ampliado para além da conservação da biodiversidade, alcançando o contexto social e econômico dos países e das comunidades onde elas estão inseridas”, afirmou Malu.
Com o tema “Áreas Protegidas: um oceano de riquezas e possibilidades”, o VII CBUC procurou avançar no debate sobre as unidades de conservação nas zonas marinha e costeira, que hoje são 1,5% no Brasil e que até 2020 têm que alcançar 10%.
“Pela primeira vez, tratamos no CBUC das unidades de conservação marinhas com mais profundidade. Essa é uma questão que realmente nos preocupa porque temos poucas áreas protegidas e muitas ameaças. Trouxemos vários painéis, principalmente no III Simpósio Internacional de Conservação da Natureza, sugestões e projetos desenvolvidos por pesquisadores e organizações para conservar essas áreas”, relatou a presidente do evento.
Ainda de acordo com Malu Nunes, a conservação de unidades marinhas tem sido uma preocupação da Fundação Grupo Boticário desde 2009, quando eles se anteciparam às discussões globais na tentativa de desenvolver pesquisas e estudos sobre essas áreas. “É um desafio, mas estamos atentos para encontrar soluções e propor mecanismos que contribuam com a conservação deste sistema”, disse.
Foram apresentadas 22 moções no VII CBUC, das quais 16 foram aprovadas pelo comitê técnico. Dessas, uma foi aprovada, por antecipação, e foi em repúdio ao novo Código Florestal, votado pelo Senado na noite de terça-feira. As moções aprovadas serão encaminhadas aos órgãos indicados pelos seus proponentes.
“Esperamos que as discussões e reflexões provocadas nesse Congresso sejam disseminadas e sirvam de inspiração para mobilizar as organizações e a sociedade na busca de alternativas viáveis nos âmbitos ambiental, social e econômico em favor da proteção da biodiversidade, das áreas protegidas e da mitigação das mudanças climáticas”, concluiu Malu.